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	<title>Vidas sonoras para nossas trilhas</title>
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		<title>Vidas sonoras para nossas trilhas</title>
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		<title>Café, aguardante, busetas e rumba</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 18:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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<p>Sou um apaixonado incondicional pela América Latina e suas cidades de charme chulo. Aquelas que, por mais que se desenvolvam, continuam com os lembretes permanentes e escancarados de que somos todos parte do terceiro mundo: ônibus estropiados, ambulantes que sobem nos coletivos para vender qualquer bugiganga e gente que gosta de ouvir música alta em todo lugar. Por essas e outras, escolhi a Colômbia como destino para uma recente viagem de férias. É um país que poucos brasileiros se atreveram a conhecer, talvez por acreditar que narcotraficantes e guerrilheiros das FARC constituem um Estado paralelo. Ou talvez ainda pela pouca promoção turística que ainda é feita, apesar de ter sido anabolizada nos últimos anos</p>
<p>Uma coisa é fato: o país possui um território privilegiadíssimo no que diz respeito à variedade de atrações. Tem praias nos oceanos Atlântico e Pacífico, ilhas paradisíacas no mar do Caribe, montanhas, selva, cidades históricas e algumas metrópoles para quem gosta de turismo urbano. Não à toa, o slogan da publicidade oficial do país diz que o único risco que o turista corre ao conhecer a Colômbia é de que ele queira ficar.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7061.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-458" title="IMG_7061" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7061.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>E uma das impressões mais fortes que a Colômbia me deixou é a de que o trocadilho do slogan faz o maior sentido. É um país seguro, que parece ter feito o possível e o impossível para deixar no passado os tempos em que os cartéis mandavam e desmandavam nas principais cidades. As cidades que visitei são extremamente bem policiadas. Às vezes até homens do exército estão nas ruas, dependendo do horário e do local.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7166.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-459" title="IMG_7166" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7166.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Outra coisa: diferente de muitos companheiros de continente, a Colômbia não presta um tributo exagerado ao passado. Enquanto Argentina e Uruguai se orgulham de seu pedigree na arquitetura de prédios antigos e outras tradições, em terras colombianas a relação é mais discreta. Entre estátuas de Simón Bolívar e referências a artistas como Fernando Botero, se sobressaem prédios modernos e viadutos. Além disso, as principais cidades do país possuem uma vida noturna intensa e surpreendente. As ressalvas ficam para os ônibus pequenos e velhinhos, que os colombianos chamam de busetas. Ou seja, pegar uma buseta na Colômbia é mais necessidade cotidiana que em qualquer outro lugar do mundo.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0422.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-460" title="IMG_0422" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0422.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Queria compartilhar algumas impressões e dicas com vocês, amigos leitores que pretendem conhecer a Colômbia em breve. Divido os relatos em três posts. O primeiro, sobre a capital do país.</p>
<p><strong> Bogotá</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0080.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-461" title="IMG_0080" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0080.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>Nove da noite de um sábado é o horário do cineminha em quase qualquer grande cidade do planeta. Em Bogotá, as coisas são bem diferentes. Nesta hora, a Zona Rosa (que concentra bares, casas noturnas, boates e similares no norte da cidade) está movimentada como se já fosse o início da madrugada no Brasil. A “rumba” (versão bogotana do insuportável vocábulo “balada”) é incendiária, variada e barulhenta. Cada local parece querer fazer uma parte de sua festa na rua, direcionando caixas de som para a calçada. E a música toda se mistura: salsa, cúmbia eletrônica, tecno, rock e vallenato (um estilo folclórico colombiano) concorrem nos bares praticamente justapostos. Além disso, há opções para todos os bolsos. Ao lado de um clube mais classe média, pode estar um “hueco”, como os nativos definem os botecos mais pé-sujo. Entrei em um deles, que me chamou a atenção pela mescla de referências. Na parede, um pôster quase em tamanho real do U2. No som, alguns temas de vallenato eram alternados com velhos hits do Metallica e os últimos sucessos do reggaeton colombiano.</p>
<p>Sob a luz do dia, Bogotá é uma cidade talvez um pouco menos interessante do que à noite. É grande, bastante populosa (8 milhões de habitantes) e possui um trânsito bastante congestionado. Quem mora lá diz que já foi pior e que as coisas melhoraram com a implantação do Transmilenio, um sistema de ônibus biarticulados com corredores exclusivos e estações como as de metrô. Junto com as busetas, os ônibus do Transmilenio conseguem servir bem a cidade inteira. O sistema é um pouco confuso no começo. Mas, com o mapa das estações em mãos, no segundo dia já é possível tirar de letra e compreender o funcionamento.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0154.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-462" title="IMG_0154" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0154.jpg?w=300&#038;h=224" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p>Dois lugares foram os que achei mais interessantes em Bogotá. Um deles é o centro histórico, também chamado de La Candelaria. O bairro tem casarios coloniais e ruas estreitas, quase como qualquer centro histórico do mundo. Mas também possui uma vida bastante intensa, graças à grande presença de espaços culturais e albergues nas redondezas. Perto de La Candelaria, está o outro lugar que me agradou bastante: o Cerro Monserrate. É uma montanha que, no alto de seus mais de 3 mil metros, possui um santuário, dois restaurantes e um mirante que proporciona a melhor vista de Bogotá. Para subir, há duas opções: o funicular (como eles chamam um bondinho sobre trilhos) e o teleférico.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7182.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-463" title="IMG_7182" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_7182.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Um ponto importantíssimo: bebidas. As cervejas nacionais são ruins, pelo menos as mais consumidas, Águila e Poker, que conseguem ser mais aguadas que a Schin. Procure sempre a Club Colombia, uma espécie de cerveja semi-premium, algo equivalente a uma Bohemia local. Mas o trago colombiano mais patriótico é o aguardente, que apesar de também ser feito de cana de açúcar, tem um sabor distinto e um pouco mais adocicado. Os nativos o tomam gelado, acompanhando com pedaços de limão chupados na hora. Para os abstêmios, a Colômbia é bem servida de uma bebida não menos viciante: café. O país é um dos maiores produtores do mundo e a fama do café colombiano é merecida: ele é saboroso e tem um perfume diferenciado. Não deixe de tomar um tinto (como os colombianos chamam o cafezinho preto) ou alguma outra de suas variantes no Juan Valdéz, uma espécie de Starbucks local. Procure também em feirinhas de artesanato outras formas de saborear o café local: bombons, doces e caramelos, por exemplo.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0109.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-464" title="IMG_0109" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2011/07/img_0109.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Aguarde os posts sobre Zipaquirá, Cartagena e Medellín.</p>
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		<title>O dia em que o Peñarol padeceu ***</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 23:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma listra branca, outra listra azul Essas são as cores do Papão da Curuzu O nosso time joga pra valer Até o Peñarol veio aqui pra padecer Quem mora fora de Belém do Pará certamente fica perdido ao tentar explicar porque diabos o mais popular time uruguaio foi parar no hino do Paysandu. Aliás, até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=450&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_451" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/paysandu-anos-60.jpg"><img class="size-medium wp-image-451" title="Paysandu anos 60" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/paysandu-anos-60.jpg?w=300&#038;h=192" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">O Paysandu que venceu o Peñarol em 1965: Oliveira, Beto, Jota Alves, Abel, Castilho e Carlinhos (em pé). Quarentinha, Pau Preto, Édson Piola, Milton Dias e Ércio (agachados).</p></div>
<p><em>Uma listra branca, outra listra azul<br />
Essas são as cores do Papão da Curuzu<br />
O nosso time joga pra valer<br />
Até o Peñarol veio aqui pra padecer</em></p>
<p>Quem mora fora de Belém do Pará certamente fica perdido ao tentar explicar porque diabos o mais popular time uruguaio foi parar no hino do Paysandu. Aliás, até para quem nasceu na mesma cidade que Jesus este é um fato distante. No tempo, não no espaço. A façanha que motivou este espirituoso verso aconteceu há 45 anos, época em que não havia Gols do Fantástico, mesas redondas de domingo e muito menos internet. O feito atravessou gerações através do boca a boca ou, no máximo, de jornais amarelados.</p>
<p>Em meados de julho de 1965, o Peñarol fazia uma excursão pelo Brasil. No currículo, os uruguaios traziam dois títulos da Libertadores, um Mundial Interclubes e o bicampeonato nacional. Num retrospecto mais recente, eram imbatíveis: acumulavam 15 partidas internacionais invictas, tendo passado por grandes clubes do futebol brasileiro como o Santos de Pelé. Em campo, eles tinham algumas das maiores estrelas do futebol sul-americano. Jogadores da seleção uruguaia que viriam a disputar as Copas de 66 e 70, como Mazurkiewicz, Pedro Rocha, Caetano, Forlan, Abbadie&#8230; Além do peruano Joya e do equatoriano Spencer, que até hoje é o maior goleador da história da Libertadores.</p>
<div id="attachment_452" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/penarol-spencer.jpg"><img class="size-medium wp-image-452" title="penarol spencer" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/penarol-spencer.jpg?w=300&#038;h=212" alt="" width="300" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">O grande Peñarol dos anos 60, numa foto com sete titulares do jogo contra o Papão. Em cima: Caetano, Mazurkiewicz, Goncalvez, Nelson Díaz, Forlán, Máspoli (Técnico)  Abaixados: Abbadie, Rocha, Spencer, Cortéz, Joya</p></div>
<p>No dia 16,  a delegação aurinegra desembarcou em Belém, onde enfrentaria dali a dois dias o Paysandu. O Papão não ostentava um décimo do poderio do Peñarol, mas tinha uma equipe razoável. Acabara de conquistar o campeonato paraense e tinha alguns jogadores que viriam a fazer história no clube: o volante Beto, o zagueiro Abel, os laterais Oliveira e Carlinhos, o meia Quarentinha e os atacantes Vila e Édson Piola. O destaque era o veterano goleiro Castilho, ex-Fluminense e Seleção Brasileira. Mesmo assim, era uma missão ardilosa para os nortistas. “Vi uma partidas do Peñarol alguns dias antes deles virem a Belém e tinha certeza de que eles conseguiriam uma vitória fácil por aqui”, diz hoje o cronista esportivo Ivo Amaral. “Eu achava que era uma aventura do Paysandu bancar a vinda do Peñarol. Pelo que eles vinham jogando mundo afora, não tínhamos time para ganhar deles”, desabafa o então diretor de futebol do Papão, Abílio Couceiro. Detalhe: o clube paraense pagou 40 milhões de cruzeiros para trazer o esquadrão uruguaio ao Pará. Na época, esse valor representava 833 salários mínimos. Multiplicados pelos 510 reais do valor atual, chegaríamos a 424 MIL REAIS.</p>
<p>A partida foi realizada no dia 18, um domingo ensolarado. Apesar da importância do adversário, as arquibancadas da Curuzu não estavam lotadas. Nenhum dos jornais da época registrou o público total, mas estima-se que no máximo cinco mil espectadores presenciaram o amistoso. Era verão, época em que os moradores de Belém costumam ir para balneários próximos. E outra: segundo relatos de torcedores, muita gente esperava que o Paysandu fosse passar vexame e preferiu nem arriscar a ida ao estádio.</p>
<p>Só que os jogadores não compartilhavam esse sentimento. “Conhecíamos o Peñarol apenas pelas notícias que os jornais e as rádios divulgavam, mas não sabíamos o modo de jogo deles”, diz o ex-lateral Carlinhos. “Nós só os conhecíamos de fama, eles não nos conheciam de nada. Éramos apenas mais uma equipe contra quem eles iam jogar. Foram surpreendidos”, fala o ex-zagueiro Abel, orgulhoso. A tal surpresa tem tudo a ver com o desconhecimento sobre as estrelas do Peñarol. Sem saber detalhes do time uruguaio, ficou mais fácil conter o nervosismo e impor o ritmo de jogo. “Fomos nós que tomamos as iniciativas na partida. Mas fomos cautelosos, porque tínhamos noção de que eles tinham uma grande equipe. E também vimos que o clima estava quente. Então sabíamos que eles não desenvolveriam o futebol que eles estavam acostumados a jogar”, conta o ex-meia Quarentinha.</p>
<p>Não demorou muito tempo para que os uruguaios sentissem o calor e levassem o primeiro gol. Aos 19 minutos do primeiro tempo, o ponta-esquerda Ércio recebeu uma bola de Carlinhos, avançou pela intermediária, driblou Forlan, e do bico da área chutou de três dedos. Mazurkiwewicz, que estava adiantado, nada pôde fazer. O Paysandu abria o placar. Como surpresa pouca era bobagem, o Papão chegou a 2&#215;0 ainda na primeira etapa, aos 43 minutos. Numa jogada de contra-ataque que começou ainda na própria grande área, os bicolores avançaram. Já na área adversária, o atacante Pau Preto chamou um defensor uruguaio para a disputa da bola e tocou para o também atacante Milton Dias, que, sozinho, chutou fácil para o fundo das redes.</p>
<p>No final do primeiro tempo, o Peñarol aproveitou para fazer cera. “O intervalo costuma demorar 10 minutos. Eles levaram quase meia hora pra voltar. E voltaram encharcados, como se tivessem tomado banho de uniforme”, relata o ex-zagueiro Abel. Esse é o único relato de catimba dos uruguaios. O juiz que apitou a partida, Manuel Francisco de Oliveira, diz que não teve muito trabalho para conduzir o jogo. Na época, não existiam cartões amarelos e vermelhos. Nem precisaria. “Foi muito tranqüilo. As duas equipes se comportaram bem e não usaram da violência em momento algum”, lembra. Detalhe: em 1965, Manuel tinha apenas 18 anos. Apesar da pouca experiência que tinha, não lhe faltou uma fonte de segurança. Um dos bandeirinhas era ninguém menos que seu pai, Elzemann Rabelo. “Ele era minha referência. Me tornei árbitro por causa dele”, conta.</p>
<p>O calor equatorial acabou com o preparo físico dos “galácticos” da época. Tanto é que na segunda etapa, os donos da casa apenas confirmaram a vantagem. Aos 23 minutos, o ponta direita Vila recebeu uma bola na intermediária e lançou na grande área para Pau Preto, que com categoria tirou do goleiro e selou a vitória paraense. A felicidade foi redobrada para um personagem em especial. O técnico bicolor, Juan Antonio Alvarez, era uruguaio. E durante muito tempo, jogou no Nacional de Montevidéu. No calor da emoção, Juan declarou a um jornal paraense: “Este é o dia mais feliz da minha vida. O Peñarol sempre foi meu maior rival!”.</p>
<div id="attachment_453" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/paysandubjpenarol.jpg"><img class="size-medium wp-image-453" title="PaysanduBjPenarol" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/paysandubjpenarol.jpg?w=300&#038;h=275" alt="" width="300" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Depois da partida, o abraço entre os técnicos, ambos uruguaios. Juan Álvarez (Paysandu) e Roque Máspoli (Peñarol)</p></div>
<p>Os 3&#215;0 sobre uma equipe tão poderosa mereceriam carreata pela cidade, festa na Doca de Souza Franco, comemoração até o amanhecer. Mas os heróis da vitória tinham compromisso com o relógio e com o serviço no dia seguinte. “Nossa equipe era formada basicamente por estudantes e funcionários públicos”, lembra Quarentinha, que conciliava o futebol com o emprego de perito datiloscópico na Polícia Civil. “A gente jogava no domingo mas tinha que dormir cedo porque na segunda-feira de manhã o patrão não ia dispensar”, conta o engenheiro aposentado Carlinhos.</p>
<p>Os jornais também não dispensaram – de elogios – os jogadores. <em>O Liberal</em> estampou em seu caderno de esportes: “Triunfo do Papão é Vitória do Brasil”. A <em>Folha Vespertina</em> escreveu “Paysandu Vinga Torcida Brasileira”, numa referência às vitórias do Peñarol sobre clubes brasileiros e à perda da Copa de 50, que ainda doía 15 anos depois. Mas a repercussão mais emblemática foi uma crônica de Nelson Rodrigues publicada em O Globo:</p>
<p><em>Seja como for, diante de nós está um fato irredutível, inarredável: o Peñarol, que costuma ser a seleção uruguaia com poucos enxertos (&#8230;) entrou por um deslumbrante cano paraense. Com um mínimo de senso comum, verificamos o óbvio ensurdecedor: foi uma lavagem. Pode-se sofismar com 1&#215;0, 2&#215;1, 3&#215;2. Mas uma goleada está acima de nossa ironia frívola. Os paraenses encheram os antigos reis do futebol.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>A primeira explicação é o homem daquelas bandas. Lá naqueles lados, os homens têm um potencial imenso de vontade, de caráter, de paixão.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Não só o Flamengo tem camisa. O Paysandu também. Sendo preciso, sua camisa deixa de ser um trapo qualquer para erguer-se como um estandarte em chama. (&#8230;)  os vizinhos não acreditaram nem no Pará nem no seu futebol. Contavam com um passeio. E caíram de cara no chão. Agora, batendo essas notas, eu posso imaginar o brio, a gana, a sede, a chama com que jogaram os paraenses. O Peñarol saiu de lá com as orelhas a meio pau. Três a zero! Um banho completo!</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>O contrato da excursão do Peñarol em Belém previa um segundo jogo. Deveria ser contra o Remo, mas os azulinos disputavam a Taça Brasil e tinham vários jogadores contundidos. Acaram desistindo por conta disso. A saída para cumprir o acordo com os uruguaios foi montar um combinado de jogadores do Paysandu e da Tuna, que enfrentou os visitantes três dias depois, uma quarta-feira. O jogo teve portões abertos para a torcida, já que governo do Pará e prefeitura de Belém cobriram os prejuízos ocasionados pela falta de público. O ingresso grátis e a euforia pela vitória no domingo levaram o estádio à superlotação. Cerca de 25 mil pessoas foram à Curuzu no dia 21 de julho. Parte do muro e do alambrado acabaram caindo antes da bola rolar.</p>
<p>O jogo terminou 1&#215;1, com os visitantes marcando o gol de empate nos acréscimos do segundo tempo. Num gol meio controverso, diga-se de passagem. Numa bola cruzada na área, o arqueiro Castilho saiu e, no ar, recebeu a trombada de dois jogadores uruguaios. Bola, goleiro e tudo o mais foram parar no fundo das redes. O Peñarol iria embora de Belém sem revanche&#8230;</p>
<p>Mas a bagagem dos aurinegros teve um atacante brasileiro. Assim como o Boca Juniors levou Iarley em 2003, o Peñarol também contratou um carrasco de si mesmo. Milton Dias, autor do segundo gol do Papão, foi parar em Montevidéu. O interesse dos uruguaios chegou através de um telegrama. A diretoria do Paysandu não hesitou em atender ao pedido de negociação. “Levei o Milton Dias na loja masculina mais chique de Belém, embonequei ele, dei um brilho no dente dele e o levei para o Rio de Janeiro, onde o empresário uruguaio estava esperando”, relembra o então diretor de futebol do Papão, Abílio Couceiro. Milton não durou muito tempo no Peñarol. Poucos meses depois, foi parar no Fênix, da segunda divisão uruguaia. “O Milton Dias era um jogador mediano e foi um craque de um jogo só. Teve uma atuação espetacular diante do Peñarol, mas nunca conseguiu repeti-la nem lá no Uruguai, nem no Paysandu quando voltou”, conta Ivo Amaral.</p>
<p>Mais eterna do que a carreira de Milton Dias é a lembrança da vitória que a marchinha do “uma listra branca, outra listra azul” provoca. Ela foi composta ainda no estádio pelo fuzileiro naval aposentado Francisco Pires Cavalcante, hoje com 81 anos. Paraibano, ele chegou a Belém em 1946 e escolheu torcer pelo Paysandu porque a camisa bicolor tem as mesmas cores do time em que ele jogava na terra natal: o IFOCS – Instituto Federal de Obras Contra a Seca. Nas arquibancadas da Curuzu, seu Pires se empolgava à medida em que o Peñarol era ensacado. “Depois do segundo gol, eu já não me continha de felicidade. E aquela melodia veio na minha cabeça que nem orvalho caindo numa flor: ‘uma listra branca, outra listra azul&#8230;’”.</p>
<p>A composição terminou nos estúdios da Rádio Marajoara, onde seu Pires – que era músico na Marinha, mas não tocava nada há pelo menos duas décadas – encontrou o radialista Clodomir Colino, que tocou piano e escreveu a música. Se os direitos autorais fossem pagos de forma justa, Pires Cavalcante e os parentes de Clodomir (que morreu há quase 20 anos) seriam multimilionários. Mas o único autor vivo prefere se contentar com outra espécie de pagamento. “Eu adoro ver a torcida inteira cantando a minha marchinha no Mangueirão. Fico todo arrepiado”, confessa o simpático senhor.</p>
<p>A marchinha também lembra uma outra façanha do Paysandu. A goleada de 7&#215;0 sobre o Remo, em 1945, é citada de forma sutil: “Pintou o sete numa tela azul / um feito sem defeito do Papão da Curuzu”. Perguntei a seu Pires se nos últimos quarenta anos houve alguma outra vitória que lhe tivesse motivado a inspiração tanto quanto o triunfo sobre o Peñarol. “O título da Copa dos Campeões”, ele responde. “Se não me engano, houve ali um 7&#215;3 (<em>4&#215;3 no tempo normal contra o Cruzeiro e 3&#215;0 nos pênaltis). </em>Então pintou-se o sete em outra tela azul. Foi outro feito sem defeito do Papão da Curuzu. É por isso que eu sou Paysandu”, completa.</p>
<p><em>*** Este texto foi escrito originalmente em 2005, quando a vitória do Paysandu completou 40 anos. Para esta publicação &#8220;requentada&#8221;, houve as atualizações necessárias. O projeto de resgatar a história de Papão x Peñarol começou com uma série de reportagens na TV Liberal, afiliada da Rede Globo em Belém. Abaixo confira dois dos três VTs.</em><br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/12/02/o-dia-em-que-o-penarol-padeceu/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CV-q-oDc9dY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/12/02/o-dia-em-que-o-penarol-padeceu/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HDjV_Kqosek/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/450/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=450&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Leo Aquino</media:title>
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			<media:title type="html">Paysandu anos 60</media:title>
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			<media:title type="html">PaysanduBjPenarol</media:title>
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		<title>Cinco rosarinos ilustres</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 05:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>

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		<description><![CDATA[Roberto Fontanarrosa Entre os principais nomes da literatura argentina, Fontanarrosa é o que mais escapa da escola de prosa poética e narrativas fantásticas de Borges, Cortázar e Bioy Casares. “El Negro” se apegou mais ao humor, seja nas crônicas, nos contos ou em seus três romances. Fontanarrosa também era cartunista e criou personagens geniais como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=442&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Roberto Fontanarrosa</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/fontanarrosa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-443" title="fontanarrosa" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/fontanarrosa.jpg?w=270&#038;h=300" alt="" width="270" height="300" /></a></p>
<p>Entre os principais nomes da literatura argentina, Fontanarrosa é o que mais escapa da escola de prosa poética e narrativas fantásticas de Borges, Cortázar e Bioy Casares. “El Negro” se apegou mais ao humor, seja nas crônicas, nos contos ou em seus três romances. Fontanarrosa também era cartunista e criou personagens geniais como o <em>gaucho</em> Inodoro Pereyra e o assassino de aluguel Boogie, El Aceitoso. Grande parte da obra de Fontanarrosa (tanto nas letras quanto no humor gráfico) foi dedicada à maior paixão do escritor: o futebol. Torcedor fanático do Rosario Central, ele escreveu dezenas de contos sobre o esporte, além de um livro de cartuns dedicados ao tema (“El Fútbol Es Sagrado”). Rosario é devotada a Fontanarrosa. Eventos literários são dedicados a ele, há muros pintados com a imagem dele vestindo a camisa do Central e o bar que ele costumava frequentar (chamado El Cairo) é um dos mais movimentados da cidade. É uma espécie de versão rosarina do Café Tortoni. A recíproca era verdadeira, como Fontanarrosa deixou claro ao falar no Congresso da Língua Espanhola em 2004. “Rosario tem belas mulheres e bom futebol. O que mais pode ambicionar um intelectual?”</p>
<p>Site oficial: <a href="http://www.negrofontanarrosa.com/">http://www.negrofontanarrosa.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Lionel Messi</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/messi.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-444" title="messi" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/messi.jpg?w=182&#038;h=300" alt="" width="182" height="300" /></a></p>
<p>O craque do Barcelona e da seleção argentina tem muito menos identificação com a cidade que El Negro Fontanarrosa. Messi deixou Rosario rumo à Espanha ainda criança, aos 12 anos. Ele chegou a jogar nas divisões de base do Newell´s Old Boys, mas, como o clube rosarino não topou bancar um tratamento para normalizar o crescimento do garoto, os pais o levaram à Europa. Hoje em dia, Messi raramente vem à sua cidade natal. Mas comenta-se que ele tem pelo menos dois apartamentos no edifício Aqualina, um dos mais luxuosos da cidade, a poucos metros do Monumento à Bandeira e da orla do rio Paraná. O restante da família Messi segue toda vivendo em Rosario. O pai, Jorge, é sócio de um restaurante numa área nobre da cidade.</p>
<p>Neste vídeo, há algumas imagens de Messi ainda niño jogando no Newell´s. O craque garante que o Rojinegr ainda é o clube do coração dele.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/12/01/cinco-rosarinos-ilustres/"><img src="http://img.youtube.com/vi/otpJPwr98Mg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Che Guevara</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/che.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-445" title="che" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/che.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Um dos maiores ícones pop do século 20 nasceu numa casa na rua Entre Ríos, entre San Lorenzo e Urquiza, no centro de Rosario. O local hoje abriga a sucursal de uma empresa de seguros e, apesar da importância do personagem cujo nascimento abrigou, não tem nada além de uma pequena placa na calçada em frente: Casa Natal Che Guevara. Na verdade, Che não teve muito tempo para gerar uma relação mais próxima com a cidade. Quando o garoto tinha 4 anos de idade, a família inteira se mudou para Córdoba. Na casa onde a família morou a partir de então, funciona hoje o museu dedicado ao mito. Em Rosario, além da plaquinha que pode nem ser vista pelos mais distraídos, há outras duas menções ao amigo do Fidel: um mural na Plaza de la Cooperación (na esquina das ruas Mitre e Tucumán) e uma estátua na Plaza Che Guevara (no parque Hipólito Yrigoyen). Dizem que Che era torcedor do Rosario Central e, por isso, a imagem dele com a camisa amarela e azul é bastante utilizada em pinturas de muros e adesivos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Antonio Berni</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/berni.png"><img class="alignnone size-full wp-image-446" title="berni" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/berni.png?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Um dos maiores pintores argentinos é de Rosario. Filho de um italiano e de uma argentina descendente de italianos, Berni nasceu em uma casa na rua España, entre Salta e Catamarca. Começou a carreira com influências do surrealismo, mas se destacou com o chamado realismo social, pintando sobre ditaduras, decadência urbana e guerras civis, entre outros temas. Alguns trabalhos dele podem ser vistos em museus a céu aberto em Rosario e também na cúpula do shopping Galerias Pacífico, em Buenos Aires, onde ele pintou alguns afrescos. As obras de Berni rodam o mundo em exposições concorridas. Algumas delas estão expostas até fevereiro em Málaga, na Espanha, numa mostra organizada pela Fundação Pablo Picasso.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/berni-pintura.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-447" title="berni pintura" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/berni-pintura.jpg?w=300&#038;h=216" alt="" width="300" height="216" /></a></p>
<p><strong> Luciana Aymar</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/luciana-aymar.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-448" title="luciana aymar" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/12/luciana-aymar.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>A melhor jogadora de hóquei da história. Em 2010, foi eleita a melhor do mundo pela sétima vez, uma marca possivelmente inédita em outras modalidades. Foi o fechamento perfeito para uma temporada em que Lucha ajudou a Argentina a ser campeã mundial pela segunda vez. Aliás, o Mundial deste ano foi disputado em Rosario muito em função de ser a cidade natal da chamada “Maradona do hóquei”. Luciana é de uma família de classe média e cresceu no bairro de Fisherton, uma espécie de subúrbio de estilo inglês no noroeste de Rosario.  Apesar de ter dito há pouco tempo que bastava a conquista do bi mundial para se aposentar (hoje tem 33 anos), agora Lucha quer continuar na seleção até as Olimpíadas de Londres em 2012 e tentar conquistar o único título que falta para a Argentina na modalidade.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/12/01/cinco-rosarinos-ilustres/"><img src="http://img.youtube.com/vi/zNki_K6trgY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/442/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/442/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=442&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Baixa fidelidade</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 22:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música pop]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[O rock é um troço democrático. Permite iguais condições de competição entre bons e maus instrumentistas na busca pelo sucesso. Na música erudita e em estilos como o jazz, alguém que toca mal dificilmente sairá das salas de ensaio. No rock, a história mostra dezenas de exemplos de gente que mal sabia o que fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=434&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6605.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-435" title="IMG_6605" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6605.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>O rock é um troço democrático. Permite iguais condições de competição entre bons e maus instrumentistas na busca pelo sucesso. Na música erudita e em estilos como o jazz, alguém que toca mal dificilmente sairá das salas de ensaio. No rock, a história mostra dezenas de exemplos de gente que mal sabia o que fazer com uma guitarra na mão e atingiu algum grau de êxito. E não precisa vender milhões de discos. Se sua banda fez alguém ter vontade de montar outra, sua missão foi cumprida.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6618.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-439" title="IMG_6618" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6618.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>E é esse o grande mérito do Pavement. O grupo formado no início dos anos 90 pegou carona na época em que rock alternativo era o rótulo da moda e, mesmo sem ter tido discos platinados ou hits massivos, foi representativo. Guitarras em afinações pouco ortodoxas, um vocalista com claras limitações, composições com andamentos esquisitos, letras sarcásticas ou nonsense, gravações quase sempre toscas&#8230; Para os caras que não conseguiram ser os reis do baile nos tempos de escola, era mais viável imitar o estilo lo-fi do Pavement que mergulhar no virtuosismo de um Pink Floyd. Assim, poderiam conquistar a tão sonhada aceitação social ou, pelo menos, se divertir um pouco.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6544.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-436" title="IMG_6544" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6544.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Esse perfil de fã foi facilmente identificável no show do Pavement que vi em Buenos  Aires no último dia 22 de novembro. Eles tocaram duas noites no La Trastienda Club, um local demasiado grande para ser chamado de inferninho e pequeno demais para um show internacional massivo. Antes o show seria no Luna Park, lendária casa que recebe as maiores apresentações abaixo do nível “show para estádios” na capital argentina. Mas a mudança acabou sendo bem melhor para o Pavement, que colocou cerca de 500 pessoas no La Trastienda na segunda noite. A maioria delas, se somarem o tempo de bullying sofridos nos tempos de escola, certamente acumulariam mais anos que a era cristã (não tiro o meu a reta, diga-se de passagem). Os sinais eram inconfundíveis: gente com óculos enormes com modelos infantis, camisas xadrez com camisetas de bandas por baixo, cabelos com cortes ruins e tênis de lona.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6614.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-437" title="IMG_6614" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6614.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Em cima do palco, nada mais do que caras comuns que parecem ter escolhido a primeira roupa do armário para usar no show. Pelo menos no jeito de vestir, talvez haja mais afetação na platéia do que entre os integrantes do Pavement. O vocalista Stephen Malkmus tem tudo, menos pose de rockstar. Evita o centro do palco, fica sempre à esquerda do público. Parece estar o tempo todo de olhos fechados ou encarando os próprios pés (se apropriando então da característica de outro segmento do rock alternativo, os <em>shoegazers</em>). Além disso, se dirige à platéia poucas vezes, deixando a dúvida: antipático ou tímido patológico? A missão de ser o <em>frontman</em> da banda acaba tendo que ser partilhada pelos outros integrantes, que são até mais carismáticos. Principalmente Bob Nastanovich, uma espécie de híbrido entre Bez (Happy Mondays) e Peninha (Barão Vermelho): toca percussão, bateria, gaita, teclado, faz backing vocals e até vem à frente do palco para berrar o neurótico refrão de “Conduit For Sale”.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6592.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-438" title="IMG_6592" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6592.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Pavement ao vivo também tem uma ótima peculiaridade: não há um show igual ao outro. Os repertórios são sempre diferentes, sem aquele setlist-padrão das grandes turnês. Por outro lado, eles são cheios de “clássicos de gueto”, aqueles que os fãs cantam de trás pra frente e juram que são hits, mas só pra eles e ninguém mais. Quem conhece, desfruta. Quem não conhece, bóia. A sorte do bom espetáculo é que o show reuniu mais gente que pertence ao primeiro grupo e num local que os fez sentir como se fossem uma multidão. Eu já não estava mais acostumado a frente de palco em shows desse tipo. Os quatro-olhos inofensivos que foram vítimas de chacota intermitente parecem devolver em forma de pogo toda a sede de vingança acumulada. Permanecer no gargarejo é uma intermitente luta pela sobrevivência que desafia pelo menos um par de leis da física. Vale a pena. Pavement não é uma banda com técnica para se apreciar e sim com um espírito para seguir. É daquelas que te desperta a vontade de amanhecer na rua e esperar abrir a loja de instrumentos mais próxima para comprar uma guitarra e um pedalzinho vagabundo. Que te faz esquecer que tu tens quase 30 anos e que já passaste da idade de ser imprensado por bêbados e malas numa beira de palco. E que mostra que o rock é muito mais possível do que a gente pensa.<br />
Aqui você confere alguns vídeos que fiz do show, obviamente contagiados pela euforia dos vizinhos de gargarejo.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/29/baixa-fidelidade/"><img src="http://img.youtube.com/vi/DaODKxhDauI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/29/baixa-fidelidade/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ROrZczV5uFY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/29/baixa-fidelidade/"><img src="http://img.youtube.com/vi/F7QbAS6h4YI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/434/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=434&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Leo Aquino</media:title>
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			<media:title type="html">IMG_6605</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Cinco grandes filmes argentinos de 2010</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 03:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[El Hombre De Al Lado (de Gastón Duprat e Mariano Cohn) Leonardo (Rafael Spregelburd) é um renomado designer que vive numa casa projetada por Le Corbusier na cidade de La Plata. Nem imagina que tem como vizinho o vendedor de carros usados Victor (Daniel Aráoz), um tipo bronco e uma espécie de bon vivant com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=424&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>El Hombre De Al Lado (de Gastón Duprat e Mariano Cohn)</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/elhombredeallado.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-425" title="elhombredeallado" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/elhombredeallado.jpg?w=300&#038;h=201" alt="" width="300" height="201" /></a></p>
<p>Leonardo (Rafael Spregelburd) é um renomado designer que vive numa casa projetada por Le Corbusier na cidade de La Plata. Nem imagina que tem como vizinho o vendedor de carros usados Victor (Daniel Aráoz), um tipo bronco e uma espécie de bon vivant com sérias restrições orçamentárias. Um dia, Victor decide quebrar uma parede da casa para abrir uma janela e dá de cara com a sala de estar da mansão de Leonardo. O vizinho rico sente sua privacidade invadida e impõe de uma forma ríspida que o buraco seja fechado. Com muito mais lábia e carisma que Leonardo, Victor se transforma em dono da situação e passa agir como um gracioso psicopata, como se isso fosse possível. Manda flores para a esposa de Leonardo, entretém a filha do vizinho na janela com um teatro de bonecos improvisado com restos de frutas e entra em uma festa na mansão como namorado de uma das convidadas. Daniel Aráoz tem um largo histórico de ator cômico e consegue conduzir a trama num tênue limite entre o nervosismo e o humor até o surpreendente final. “El Hombre De Al Lado” foi premiados nos festivais de Sundance e Mar Del Plata e foi o segundo filme mais votado na seleção argentina para o Oscar de 2011.</p>
<p>Baixe o torrent <a href="http://thepiratebay.org/torrent/5898964/El.Hombre.De.Al.Lado%5BDVDRip%5D%5BLatino%5D%28wwwSpain%29.avi" target="_blank">aqui</a>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/19/cinco-grandes-filmes-argentinos-de-2010/"><img src="http://img.youtube.com/vi/s-rRi9Lc6p0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Carancho (de Pablo Trapero)</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/carancho.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-426" title="carancho" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/carancho.jpg?w=300&#038;h=214" alt="" width="300" height="214" /></a></p>
<p>O filme que pode render o bicampeonato da Argentina no Oscar de melhor produção estrangeira em 2011 é um thriller policial nervosíssimo. “Carancho” (que no Brasil ganhou o título de “Abutres”) trata da indústria de indenizações por acidentes de trânsito, que envolve advogados, funcionários da saúde pública e até mesmo pessoas que aceitam machucar a si mesmas para “fabricar” um acidente. O protagonista é o onipresente Ricardo Darín, que está no ganhador do Oscar “O Segredo De Seus Olhos”e em onze de cada dez filmes argentinos que chegam ao Brasil. Darín interpreta Sosa, advogado que vive de ser “abutre” desde que teve a licença cassada. Num dos seus “trabalhos” noturnos, conhece Luján (Martina Gusmán), uma jovem paramédica por quem se apaixona. Os dois acabam se tornando parceiros de cama e de golpe, já que Luján pede a Sosa que ajude a família de um paciente a conseguir uma indenização fraudulenta. Aos poucos, a médica vira alvo dos inimigos que Sosa fez em longos anos de golpes. “Carancho” tem algo de filme brasileiro bem sucedido dos anos 2000: câmera nervosa, tema urbano, palavrões e porrada a valer. Mas dá o xeque-mate ao ser primoroso em algo dificílimo de fazer, especialmente em cenas de acidentes de trânsito: bons planos-sequência.</p>
<p>Baixe o torrent <a href="http://thepiratebay.org/torrent/5847589/Carancho_DVDrip_spanish" target="_blank">aqui</a>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/19/cinco-grandes-filmes-argentinos-de-2010/"><img src="http://img.youtube.com/vi/geZmmTil9fM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dos Hermanos (de Daniel Burman)</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/dos-hermanos.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-427" title="dos hermanos" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/dos-hermanos.jpg?w=300&#038;h=183" alt="" width="300" height="183" /></a></p>
<p>Filmes sobre família, quando acertam a mão, são incríveis. “As Invasões Bárbaras”, “Os Excêntricos Tenembauns” e “Pequena Miss Sunshine” são só poucos exemplos. À essa lista, é impossível não acrescentar “Dos Hermanos” (que no Brasil foi lançado com a tradução literal “Dois Irmãos” no título”. A película mostra a história de dois irmãos na casa dos 60 anos de idade que têm que lidar com a morte da mãe e o fato de que não têm nada a ver um com o outro. Marcos (Antonio Gasalla) é um delicado e educado senhor que dedicou os últimos anos da vida a cuidar da mãe e vê na morte dela uma espécie de liberdade. Susana (Graciela Borges) é uma corretora de imóveis histérica e de honestidade questionável, além de notadamente sem apego à família. Solitários e em busca de algo que os complete, os irmãos acabam tendo que superar as diferenças para conviver. Afinal de contas, um é tudo o que resta ao outro para se apegar. “Dos Hermanos” é uma história sensível sem ser piegas, enriquecida pelo excelente trabalho de dois excelentes e veteranos atores.</p>
<p>Baixe o torrent <a href="http://thepiratebay.org/torrent/5637869/Dos_hermanos_%282010%29_Spanish_DVDRip_CVCD" target="_blank">aqui</a>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/19/cinco-grandes-filmes-argentinos-de-2010/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CdVWNKdijTI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sin Retorno (de Miguel Cohan)</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/sinretorno.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-428" title="sinretorno" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/sinretorno.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Outro filme nervoso, mas em uma dose menor que “Carancho”. “Sin Retorno” conta a história de três personagens unidos por um acidente de trânsito. Matías (Martín Slipak) atropela e mata um jovem ao voltar de uma festa no carro da mãe. Esconde a história durante dias, até que não suporta o sentimento de culpa e conta para os pais, que passam a fazer de tudo para acobertar os fatos. Victor (Federico Luppi), pai da vítima, não se acomoda e começa a organizar manifestações para pressionar as autoridades a punir o assassino de seu filho (que ninguém sabe ainda quem é). As investigações acabam incriminando Federico (Leonardo Sbaraglia), um humorista que havia se envolvido num incidente com o jovem minutos antes do atropelamento fatal. Federico é julgado, condenado e passa mais de três anos na prisão. Sai da cadeia com desejo de esclarecer os fatos e fazer com que o real culpado pela morte do jovem pague pelo que fez. Guardadas as devidas proporções, é quase um “Cabo do Medo” com menos sangue e mais suspense psicológico. Tem um final surpreendente, para o bem ou para o mal.</p>
<p><em>Ainda não tem torrents disponíveis.</em></p>
<p><em> </em></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/19/cinco-grandes-filmes-argentinos-de-2010/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wm5pgq6Iyc8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>La Lengua</strong><strong> Materna</strong><strong> (de Liliana Paolinelli)</strong></p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/lenguamaterna.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-429" title="lenguamaterna" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/lenguamaterna.jpg?w=300&#038;h=179" alt="" width="300" height="179" /></a></p>
<p>Falar de homossexualismo no cinema já não é mais uma novidade tão grande. Mas o trunfo de “La Lengua Materna” é oferecer um ponto de vista que provavelmente seja inédito. A protagonista do filme é Estela (Cláudia Lapacó), uma simpática idosa que descobre quase sem querer que sua filha Ruth (Virginia Innocenti), já na casa dos 40 anos, é lésbica. Em vez de questionar ou rejeitar a filha, Estela decide aceitá-la e busca entender as regras desse mundo desconhecido. Acaba gerando uma situação curiosa: a filha, que deveria se alegrar com a aceitação, passa a sentir a privacidade invadida. A atriz Cláudia Lapacó, que interpreta seu primeiro papel como protagonista em mais de 50 anos de carreira, encanta ao desenvolver uma personagem sensível, bondosa e, de certa forma, ingênua.</p>
<p><em>Ainda não tem torrents disponíveis.</em></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/11/19/cinco-grandes-filmes-argentinos-de-2010/"><img src="http://img.youtube.com/vi/o0Pohpma_IQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=424&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Paul McCartney em pílulas</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 14:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Música pop]]></category>

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		<description><![CDATA[- Fãs babacas existem em qualquer horda de seguidores na música pop. Na fila a caminho do Monumental de Nuñez, um portenho anônimo vestia um terninho igual ao que os Beatles usaram no famoso show do Holywood Bowl, com “pescoço” arredondado e um acabamento meio militar nos ombros. Mandou fazer no alfaiate, presumo. E depois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=420&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_421" class="wp-caption alignnone" style="width: 235px"><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6353.jpg"><img class="size-medium wp-image-421" title="IMG_6353" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/11/img_6353.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Pra quem comprou ingresso de pobre, a foto que se salva é a do telão</p></div>
<p>- Fãs babacas existem em qualquer horda de seguidores na música pop. Na fila a caminho do Monumental de Nuñez, um portenho anônimo vestia um terninho igual ao que os Beatles usaram no famoso show do Holywood Bowl, com “pescoço” arredondado e um acabamento meio militar nos ombros. Mandou fazer no alfaiate, presumo. E depois falam mal da família Restart.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Um show protocolar de alguém como Paul está a galáxias de distância de um show supostamente fantástico de uma bandinha recente. Enquanto os ídolos indie contemporâneos se esforçam (ou nem isso) para preencher pouco mais de uma hora de setlist, Paul toca quase 3 horas e ainda deixa uma sensação de que faltou música. E por mais que os repertórios de uma grande turnê sejam praticamente iguais entre uma apresentação e outra, e por mais que pirotecnia e super telões sejam clichês, quem vê um show desses apenas uma vez se surpreende do mesmo jeito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Um casal que estava perto de mim ganhou o troféu de interpretação inapropriada. Eles começaram a dançar coladinhos e amorosos quando tocou “Yesterday”. Tudo bem, talvez seja a música favorita dos dois, mas me pareceu estranho uma música sobre separação e remorso inspirar um abraço tão afetuoso do nada. Pior que isso, só quem acredita que “Bohemian Rhapsody” é uma canção de amor só porque tem aquela parte lentinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Apesar de ser um megashow, Paul toca com uma banda enxuta: apenas outros quatro integrantes. O baterista Abe Laboriel Jr é a figuraça do grupo. Gordo, com cara de ogro, é muito carismático além de ser um excelente músico. Faz graça no meio das músicas, faz malabarismo com as baquetas, canta e até surpreende ao vir para a frente do palco fazer backing vocals em uma música (“Eleanor Rigby”, se não me engano). Pesquisando um pouco mais sobre ele, descobri que Laboriel Jr já tocou com artistas tão heterogêneos quanto Lady Gaga e Eric Clapton.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Pessoal começou a falar com um certo incômodo sobre as seis áreas VIP no show do Paul em Buenos Aires. Isso é algo comum em shows no estádio do River Plate desde que houve uma ordem (não lembro se da justiça ou do governo da capital argentina) para que todos os shows no Monumental fossem com o público sentado. A medida é motivada pela trepidação que o pogo e suas variantes menos intensas provocam na zona residencial de Nuñez, que circunda o estádio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>- Faltou “Maybe I´m Amazed”, cacete!</p>
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		<title>Futuro sombrio para Argentina sem Néstor</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 21:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte de Néstor Kirchner não deve ser interpretada apenas como a perda de um ex-presidente na Argentina. Ela também traz fenômenos e processos que vão além da comoção instantânea. Desde que a presidente Cristina Fernandez de Kirchner ficou viúva, a percepção popular sobre o governo (e sobre o kirchnerismo de uma forma mais ampla) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=411&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>A morte de Néstor Kirchner não deve ser interpretada apenas como a perda de um ex-presidente na Argentina. Ela também traz fenômenos e processos que vão além da comoção instantânea. Desde que a presidente Cristina Fernandez de Kirchner ficou viúva, a percepção popular sobre o governo (e sobre o kirchnerismo de uma forma mais ampla) passou de uma frustração generalizada ao merecimento de apoio incondicional por grande parte da população. Além disso, o cenário político do país nos próximos anos muda consideravelmente, já que o ex-presidente era o nome mais cotado para suceder a própria esposa e voltar à presidência.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6173.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-413" title="IMG_6173" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6173.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Desde o anúncio da morte na quarta-feira até o fim do velório na sexta, milhares de argentinos foram à Praça de Maio. O palco mais tradicional para os atos cívicos do país recebeu uma longa vigília, além de homenagens e agradecimentos. “Obrigado, Néstor, por nos devolver a dignidade” e “Néstor, você me fez aprender a sonhar” foram apenas algumas das mensagens expressas em cartazes, faixas ou pequenos bilhetes deixados num mural que separava a aglomeração de pessoas da Casa Rosada, sede do governo e local do velório. Sobraram também associações óbvias a figuras míticas da política argentina, como o ex-presidente Juan Domingo Perón e sua primeira esposa, Evita.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6261.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-414" title="IMG_6261" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6261.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Para quem está há poucos meses na Argentina, tanto carinho soa até estranho. Afinal de contas, o governo de Cristina Kirchner estava longe de ser uma unanimidade. Depois de brigar com produtores rurais e com os grandes conglomerados de imprensa, a presidente ainda era acusada de manipular os índices oficiais da inflação nacional. E além de tudo isso, ainda se lançava suspeita sobre o enriquecimento obsceno do casal presidencial. A fortuna acumulada dos Kirchner cresceu quase 10 vezes entre 2003 e 2009, chegando a pouco mais de 14 milhões de dólares. Todos esses problemas chegavam a ameaçar até mesmo a reputação de Néstor, que havia passado o poder à esposa com 50% de aprovação. Com ele no poder, a Argentina se reequilibrou economicamente depois de uma grave crise em dezembro de 2001, quando o país teve cinco presidentes em dez dias. Kirchner também rompeu com o modelo neoliberal e preocupou-se em propor um Estado mais presente em sua gestão.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6246.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-415" title="IMG_6246" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6246.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Entretanto, era imenso e inegável o poder do ex-presidente mesmo três anos depois de deixar o gabinete principal da Casa Rosada. Era o presidente do partido político mais importante do país, o Justicialista, fundado por Juan Domingo Perón e que teve cinco dos seis presidentes da Argentina depois do fim da ditadura militar. Além disso, exercia um papel de conselheiro informal da esposa. Costumava se reunir com ministros e tomar decisões com eles à revelia de Cristina, que chegou a declarar publicamente o incômodo que sentia com a mania do marido. Aliás, a ascensão de Cristina à presidência foi interpretada por alguns cientistas políticos como uma manobra de Néstor para manter-se no comando do país por 12 anos, tendo como alvo as eleições de 2011.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6164.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-416" title="IMG_6164" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6164.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A volta já estava sendo arquitetada como uma forma de fortalecer o Partido Justicialista, que anda dividido há vários anos. As dissidências atingem, por incrível que pareça, até a vice-presidência do país. Julio Cobos, o primeiro na linha da sucessão presidencial, rompeu relações com Cristina Kirchner em 2008, quando votou contra uma lei proposta pelo governo para criar um imposto sobre a exportação de grãos. Desde então, é tratado como um traidor. O Justicialismo via num novo mandato de Néstor a única saída para divergências como essa. E provavelmente ele mesmo acreditava nisso, tanto que participava ativamente dos atos do partido ignorando recomendações médicas para repousar. Só este ano, Kirchner já havia passado por uma cirurgia de desobstrução da carótida e uma angioplastia.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6237.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-417" title="IMG_6237" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/img_6237.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>A casualidade levou o plano a ser abortado, mas a união das correntes políticas deverá ser o principal desafio de Cristina à frente da Argentina sem o marido. A Confederação Geral do Trabalho, principal braço de apoio do governo Kirchner junto aos movimentos sociais, já orienta a todas as suas entidades filiadas declarar apoio à manutenção do modelo econômico que o país vem seguindo. Outra boa perspectiva para a governabilidade é que, com toda essa consternação, diminua o volume dos ataques entre a oposição e a presidente. O que ainda não se imagina é qual será o tamanho da sombra que Néstor Kirchner deixará mesmo depois de morto. Tendo em vista a dependência de grandes figuras que a Argentina tem, não será surpreendente se a história o elevar ao patamar de primeiro mito político do país no século 21.</p>
<p><em>* Artigo originalmente publicado no jornal O Liberal de 30/10/10. Mais fotos <a href="http://picasaweb.google.com/leonardoaquinobr/FuneralNestorKirchner281010#" target="_blank">aqui</a>.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/411/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/411/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=411&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Balcão de tweets padrão</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 20:51:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rabugices]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque o Twitter, assim como a vida, é um rocambole de clichês recheado com lugares comuns. Corte e cole o seu favorito e engorde seus seguidores com o colesterol do chavão. “DM pra vc” – não basta mandar uma mensagenzinha privada, tem que avisar na time line. E aí, o que era pra ser um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=392&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque o Twitter, assim como a vida, é um rocambole de clichês recheado com lugares comuns. Corte e cole o seu favorito e engorde seus seguidores com o colesterol do chavão.</p>
<p><strong>“DM pra vc”</strong> – não basta mandar uma mensagenzinha privada, tem que avisar na time line. E aí, o que era pra ser um contato por baixo dos panos vira banquete da moçada ávida por fuxicos da vida alheia. É nos avisos de DM que nascem rumores sobre affairs proibidos, rasteiras profissionais e outras trivialidades mundanas. E como a regra número 1 nesses casos é a lei de Harry (“don´t get caught, Dexter”), é melhor não deixar rastro. De quebra, você poupa a paciência dos seus seguidores.</p>
<p><strong>“O Twitter é meu e eu escrevo o que eu quiser”</strong> – descobriu a pólvora, né, campeão? Supostamente uma defesa a liberdade de expressão, esta na verdade é uma reação típica de quem sofre o que se convencionou chamar de cyberbullying, uma versão contemporânea do que os velhos meninos de apartamento conhecem bem.</p>
<p><strong>“Gente que&#8230;”</strong> – mais do que uma ferramenta de comunicação interpessoal e de um veículo de informação rápida, o Twitter virou o cantinho mais aconchegante para a sua indireta na internet. Basta transformar seu demônio pessoal em “gente que” faz alguma coisa e, nem sempre com um humor, liberar uma dose de ressentimento na forma de uma intenção de piadinha.</p>
<p><strong>Qualquer variante de anúncio de unfollow</strong> – é o equivalente <em>social media</em> do “bate aqui que eu tô de mal”. Também pode ser definido como a combinação da indireta do “gente que&#8230;” com a manha de criança que perdeu a chupeta.</p>
<p><strong>“Me segue?”</strong> – carência digital, cyberesmola emocional e outro e-neologismo qualquer à sua escolha. Totalmente a ver com o status embutido no número de seguidores ou no fato de eles serem celebridades (?) ou tuiteiros consagrados (?!?!?!). Como diz um dos poucos novos bordões dos quais eu gosto, tem que ver isso aí.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/392/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/392/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=392&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Top 5 – As melhores músicas ruins</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 23:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música pop]]></category>

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		<description><![CDATA[O que faz as pessoas acharem uma música ruim? Para algumas, um cantor desafinado ou um instrumento mal tocado. Para outras, uma letra sem sentido ou uma duração muito mais longa do que a paciência pode suportar. Há ainda quem consiga encontrar em uma canção todos esses pré-requisitos para desagradar aos ouvidos. Deve haver músicos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=387&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/banda-ruim.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-388" title="Banda ruim" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/10/banda-ruim.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>O que faz as pessoas acharem uma música ruim? Para algumas, um cantor desafinado ou um instrumento mal tocado. Para outras, uma letra sem sentido ou uma duração muito mais longa do que a paciência pode suportar. Há ainda quem consiga encontrar em uma canção todos esses pré-requisitos para desagradar aos ouvidos. Deve haver músicos que fazem isso de propósito: criam algo que dê pra cantar e tocar de qualquer jeito e, assim, suprir a demanda pelas fases do nível easy do Guitar Hero e do Rock Band. Mas seguramente a maioria dos compositores dessas pérolas às avessas é de pobres diabos que desperdiçaram sinapses e horas de inspiração para fazer um trabalho que acabaria rechaçado até por quem nunca tocou uma guitarra na vida.</p>
<p>A sorte dessas composições supostamente mal sucedidas é que às vezes, de tão ruins, elas acabam tendo seu charme. Assim como aquela menina meio bonita, meio feia, que no final da festa vira a rainha do baile para os caras que ainda não se deram bem e que tomaram além da conta. Ou como aquela ideia que soava estúpida na sua cabeça, mas que alguém conseguiu fazer parecer interessante. Ou ainda como o perna de pau que é tão gente boa que ninguém tem coragem de tirar do time.</p>
<p>Vidas Sonoras volta a fazer seus presunçosos e antipáticos top 5 sobre música, que, para a felicidade de você, leitor, andavam sumidos há um bom tempo. Não se chateie, por favor.</p>
<p><strong>#5 – Flaming Lips – She Don´t Use Jelly</strong></p>
<p>Uma das coisas que mais me incomodam na gastronomia é a ditadura das combinações. Exemplo: carne vermelha com vinho tinto, peixe com vinho branco, cerveja amarga com pratos defumados. No rock tem gente que pensa um pouco assim. Já ouvi frases como “Letras viajandonas só ficam boas com rock progressivo”. Quando fizeram “She Don´t Use Jelly”, os Flaming Lips chutaram para a estratosfera este dogma. A música é mal tocada, parece ser obra de um iniciante desajeitado com uma guitarra Tonante, um amplificador Wattsom e um pedal de distorção construído na garagem pelo tio que entende de eletrônica. A letra não chega a ser uma obra-prima do nonsense, longe disso. Fala de pessoas que têm manias estranhas, como uma menina que passa vaselina na torrada, outra que pinta o cabelo com tangerinas e um cara que assoa o nariz com páginas de revistas. Só pra piorar, Wayne Coyne (ainda em tenra juventude) tinha uma voz esganiçada e desafinada, quase merecedora de vergonha alheia. Apesar de tudo isso, “She Don´t Use Jelly” é um hit espetacular, que marcou o rock alternativo dos anos 90. Um dia ainda testarei o potencial lúdico desta canção para ensinar inglês.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/10/07/top-5-%e2%80%93-as-melhores-musicas-ruins/"><img src="http://img.youtube.com/vi/AfpyoGFJNNE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>#4 – Pink Floyd – Bike</strong></p>
<p>Antes de ter o cérebro transformado em requeijão pelas drogas, Syd Barrett esteve à frente do Pink Floyd por um par de anos. Não teve muito tempo para lançar muita coisa com a banda: acabou “sendo aposentado” pelo estado de saúde, debilitado pelas sequelas da dependência química. O único álbum do Pink Floyd com Syd Barrett é justamente o meu favorito: o primeiro, “The Piper At The Gates Of Down”, de 1967. É mais enxuto, mas não menos psicodélico. E carrega alguma dose de humor difícil de encontrar, pelo menos na parte que eu conheço da sequência da obra da banda. A última faixa do disco é “Bike”, que, me perdoem os fãs catedráticos do Pink Floyd, é ruim demais. Soa como música tatibitati para sanatórios. “Tenho uma bicicleta, você pode andar nela se quiser / ela tem uma cestinha, uma sineta que toca e coisas para deixá-la bonita / eu te daria se eu pudesse, mas eu emprestei”. O refrão denuncia que nosso herói Barrett pode ter feito “Bike” com a intenção de compor uma canção de amor. “Você é o tipo de garota que combina com o meu mundo / eu vou te dar tudo, tudo se você quiser coisas”. Honestamente, eu não gostaria de conhecer essa musa inspiradora que combina com o mundo de Syd Barrett. De qualquer maneira, é uma das minhas músicas favoritas da banda.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://vidassonoras.wordpress.com/2010/10/07/top-5-%e2%80%93-as-melhores-musicas-ruins/"><img src="http://img.youtube.com/vi/RUu9MEEAfmU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>#3 – Nirvana – Sliver</strong></p>
<p>Outro bom segredo para fazer uma música ruim é a repetição. Um refrão curto, repetido à exaustão e mal dosado na divisão de tempo entre ele e a estrofe é praticamente um Super Trunfo da tosqueira. Kurt Cobain tirou esse jackpot ao compor “Sliver”, que foi lançada como single em 1990, antes do mega sucesso do disco “Nevermind”. Se fossem retiradas as guitarras distorcidas e os berros de Cobain, “Sliver” poderia passar facilmente como uma canção de ninar. Melodia simples, uma letra que fala da mamãe, do papai, do vovô e da vovó&#8230; Só que é uma canção de ninar perturbada, condizente com uma pessoa que teve uma infância tão desajustada quanto a do vocalista do Nirvana. Mas o grande mérito de “Sliver” para estar nessa lista é o maldito “grandma, take me home”, repetido QUARENTA E TRÊS VEZES ao longo da música. Os 2 minutos e 12 segundos de duração parecem ser 20 vezes mais longos. É o tipo de canção que nem o mais recém-iniciado ao hábito primal de pogar aguenta fazê-lo até o fim. Ainda assim, é um belo hit.</p>
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<p><strong>#2 – Beatles – Obladi Oblada</strong></p>
<p>Amigo fanático, os Beatles não foram perfeitos e nem inquestionáveis. Ainda que lhe demande algum esforço de memória, os Fab Four tiveram umas e outras músicas dignas de entrar neste top 5. Há quem não goste das composições do Ringo, há quem renegue toda a sacarose e a simplicidade da primeira fase da banda. Mas o tema dos Beatles que mais emula ruindade, pelo menos para mim, é “Obladi Oblada”. Música que poderia ter sido composta sob encomenda para a Eliana Dedinhos, essa faixa pode ter sido uma espécie de “cota social” dentro da heterogeneidade do Álbum Branco. Afinal, não dava para fazer um disco duplo com músicas tão distintas entre si com 100% de aproveitamento em termos de genialidade. De qualquer maneira, cantar o refrão desmiolado de “Obladi Oblada” ainda é bem mais digno do que se dar ao trabalho de conhecer o Restart.</p>
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<p><strong>#1 – Ween – Push Th´ Little Daisies</strong></p>
<p>“Esses caras não tem futuro”, sentenciaram Beavis e Butt Head ao assistir o clipe de “Push Th´Little Daisies” em um dos episódios do desenho que foi sucesso na MTV nos anos 90. Se os símbolos da demência juvenil americana disseram, é porque o caso dos caras do Ween é meio sem solução. Não dá pra encaixar a música em nenhuma definição. É um pop retardado e infame, na melhor tentativa de simplificar. O highlight é a voz do cantor Dean Ween, que parece uma criança entusiasmada com o truque da ingestão do gás hélio. É duro agüentar até o final, depois que ele parece ter procurado todas as oitavas possíveis para entrar na melodia da música e não ter dado certo em nenhuma. Ele não ligou pra isso, pode ter certeza. Afinal de contas, “Push Th´Little Daisies” foi a música mais bem sucedida do Ween em termos de resultados nos charts. Na Austrália, foi praticamente um hit em 1993, passando mais de três meses entre os singles mais vendidos no país e atingindo a posição número 18.</p>
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			<media:title type="html">Banda ruim</media:title>
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		<title>Argentina al palo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 17:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>

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<p>Se para o brasileiro médio a temporada esportiva internacional acabou com o gol de Sneijder em Júlio César no dia 2 de julho, para o argentino ela ainda tem dois capítulos importantes que começam neste final de semana. No sábado, 28 de agosto, a seleção de basquete masculino (campeã olímpica em Atenas 2004) estreia no Mundial da Turquia sem dois de seus principais jogadores: Manu Ginóbili e Andrés Nocioni, destaques na NBA, estão machucados. Sem os mesmos contratempos, a seleção de hóquei feminino caminha com mais tranquilidade na luta pelo segundo troféu em campeonatos mundiais. Está numa temporada impecável, tem a melhor jogadora do mundo e ainda joga em casa, no recém-construído Estádio Mundialista de Rosario.</p>
<p>Praticamente ignorado no Brasil, o hóquei sobre a grama é uma das paixões na Argentina. Essa preferência incomum tem a ver com a grande presença de escolas inglesas no país, que trouxeram da Grã-Bretanha dois esportes para difundir entre seus alunos: o rugby entre os meninos e o hóquei entre as meninas. Por aqui, clubes e colégios particulares costumam ter campos especiais para a modalidade. E também é comum ver adolescentes pegando ônibus com uma bolsa a tiracolo onde levam tacos e outros equipamentos. Essa grande difusão fez com que o hóquei se tornasse o primeiro (e até agora único) esporte coletivo a ter algum êxito entre as mulheres argentinas. Na década de 70, o país conquistou dois vice-campeonatos mundiais. Mas a consagração veio de verdade na primeira década do século 21, com o nascimento de uma equipe carregada de mística.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonas3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-375" title="leonas3" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonas3.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
<p>Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, a seleção argentina era formada por duas gerações de jogadoras que haviam tido bons resultados em campeonatos mundiais na categoria júnior alguns anos antes: campeãs em 93 e medalha de bronze em 97. Passaram pela primeira fase do torneio, mas graças a um regulamento esdrúxulo (em que vitórias sobre equipes classificadas para a fase final contavam mais pontos que triunfos sobre equipes eliminadas antes), chegaram à reta final com uma grande desvantagem sobre as rivais e tendo que vencer todos os jogos restantes para conquistar a medalha de ouro. Decidiram lançar mão de uma recém-criada superstição. A psicóloga que acompanhava a delegação propôs a equipe que sugerisse um animal que simbolizasse o espírito das jogadoras. Elas escolheram a leoa, pela garra, coragem e solidariedade. Decidiram colocar a felina na camiseta do time e, logo na estreia do mascote, venceram a Nova Zelândia por 7&#215;1. Nascia então a mística de <em>Las Leonas</em>, apelido que acompanha a seleção desde então. A Argentina só voltou a conhecer a derrota na final daquela Olimpíada, quando perdeu a medalha de ouro para a Austrália.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonascamiseta.jpg"><img title="DCFC0005.JPG" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonascamiseta.jpg?w=267&#038;h=461" alt="" width="267" height="461" /></a></p>
<p>Além da conquista da medalha que parecia impossível em Sydney, as Leonas tiveram outro fator que as ajudou a conquistar o coração dos argentinos. “A seleção de futebol não havia se classificado para disputar aquela Olimpíada. Então o país precisava se apegar a alguma equipe para suprir essa ausência. Creio que a seleção de hóquei fez isso muito bem, pela garra que as jogadoras demonstraram e pelas vitórias em partidas emocionantes”, conta a jornalista Milagros Lay González, que acompanha o hóquei feminino na Argentina há quase 20 anos. E este foi só o começo da saga. Na última década, a Argentina faturou um título mundial (em 2002), outras duas medalhas olímpicas (bronze em Atenas 2004 e Pequim 2008), dois ouros em jogos panamericanos (Santo Domingo 2003 e Rio 2007) e quatro edições do Champions Trophy, torneio anual que reúne as seis seleções mais bem ranqueadas na temporada. E tudo isso mesmo com o hóquei seguindo como um esporte amador na Argentina. As jogadoras da seleção recebem uma pequena bolsa do governo (que varia entre 350 e 800 reais por mês) e algum complemento financeiro dos patrocinadores. Mas as cifras não chegam nem perto do que é comum para um jogador profissional de futebol.</p>
<p>Essa estrutura amadora precisou se adequar ao êxito de uma jogadora em especial: Luciana Aymar, 33 anos, com um currículo que se confunde com a trajetória de sucesso das Leonas. Lucha, como é conhecida, joga na seleção principal desde 1998 e participou de todas as conquistas detalhadas no parágrafo anterior. Além disso, já foi eleita a melhor jogadora do mundo seis vezes e é frequentemente citada como a melhor de todos os tempos ou ainda como “a Maradona do hóquei”. Com seu talento e seus títulos, Luciana rompeu fronteiras. Foi uma das primeiras atletas da geração Leonas a jogar num clube da Europa, ganhando salário como profissional. Em 2005, passou a ser a primeira jogadora argentina de hóquei a atuar profissionalmente por um clube do país. Jogou duas temporadas pelo Quilmes, da região metropolitana de Buenos Aires, com o salário bancado pelo patrocinador do time. Além disso, Lucha cruzou o limite do esporte. Foi convidada para participar de desfiles de moda, ensaios fotográficos, comerciais e até para apresentar um programa de TV: 360, exibido no ano passado pela Fox Sports. “As atletas em geral têm corpos bonitos e se cuidam. É natural que desfrutem dessa condição, mas nem elas e nem o público devem esquecer que o esporte é o principal”, diz Luciana.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/lucianaaymar4.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-377" title="lucianaaymar4" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/lucianaaymar4.jpg?w=300&#038;h=212" alt="" width="300" height="212" /></a><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/lucianaaymar1.jpg"></a><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/lucianaaymar3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-379" title="image description" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/lucianaaymar3.jpg?w=184&#038;h=300" alt="" width="184" height="300" /></a></p>
<p>Mas não dá pra negar que a beleza ajudou as Leonas a se tornarem queridinhas do país. Em vez do perfil masculinizado que algumas atletas de alto desempenho costumam desenvolver, as jogadoras de hóquei não perdem as curvas e nem o charme feminino. Tanto que Luciana Aymar não é a única mulher que passou pela seleção e se tornou midiática. Ayelén Stepnik, contemporânea de Lucha que se aposentou da seleção no ano passado, tem um programa num canal a cabo em Rosario. Magdalena  Aicega, ex-capitã da equipe, apresenta o programa Planeta Bonadeo, na Telefe. Vanina Oneto, a maior artilheira da seleção em todos os tempos, estreou na TV Pública argentina na cobertura das Olimpíadas de Pequim. E pode-se dizer que foram substituídas à altura por jogadoras como Carla Rebecchi, Noel Barrionuevo e Giselle Kañevski, que continuam fazendo das Leonas um patrimônio da sensualidade argentina. “O assédio masculino acontece mais fora da Argentina. Já houve casos de jogadoras que receberam presentes anônimos no hotel ou convites nada esportivos. Mas acaba tudo virando brincadeira dentro da delegação”, conta a chefe de equipe Claudia Médici.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/noelbarrionuevo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-380" title="noelbarrionuevo" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/noelbarrionuevo.jpg?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>A idolatria em torno das Leonas não é só apenas composta por homens babões. As jogadoras são vistas como modelo a ser seguido por milhares de meninas que praticam hóquei pelo país afora. É possível ver um pouco dessa popularidade em eventos que contam com a participação da seleção: visitas a hospitais, tardes de autógrafos e compromissos com patrocinadores, por exemplo. Em geral, a maior parte da tietagem é de crianças e adolescentes que levam a camiseta da seleção ou tacos para serem assinados. E, com 10 anos completos da mística das Leonas, a equipe já tem suas integrantes que um dia foram fãs e hoje são ídolas. É o caso de Delfina Merino, de 21 anos, que acompanhou pela TV as primeiras conquistas do time e faz parte dele há quase dois anos. “Sempre sonhei em ser uma Leona e estar na seleção é um orgulho muito grande não só para mim, mas para minha família inteira também”, conta.</p>
<p>Na primeira fase do Mundial, a Argentina enfrentará África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, China e Inglaterra. Mas os grandes rivais (Austrália, Alemanha e principalmente a Holanda) estão na outras chave e poderão cruzar com as Leonas nas semifinais e numa eventual decisão do título. Em uma entrevista ao jornal rosarino La  Capital, Luciana Aymar disse que não espera nada menos que o título e descreveu a expectativa para jogar em frente a uma plateia de 12 mil pessoas. “A hora de cantar o hino nacional é a mais bonita de todas, com todas as meninas abraçadas. E nem quero imaginar como vai ser cantar o hino com todo mundo aqui em Rosario.  Será muito forte, com certeza”.</p>
<p><a href="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonascamiseta2010b.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-381" title="leonascamiseta2010b" src="http://vidassonoras.files.wordpress.com/2010/08/leonascamiseta2010b.jpg?w=450&#038;h=324" alt="" width="450" height="324" /></a></p>
<p>Para saber mais&#8230;</p>
<p>Sobre as Leonas – <a href="http://lasleonas.wordpress.com/">http://lasleonas.wordpress.com</a> e <a href="http://sonleonas.blogspot.com/">http://sonleonas.blogspot.com</a></p>
<p>Sobre o Mundial de Hóquei Feminino: <a href="http://www.bdofihworldcup2010.sportcentric.com/">http://www.bdofihworldcup2010.sportcentric.com/</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/vidassonoras.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/vidassonoras.wordpress.com/373/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=vidassonoras.wordpress.com&amp;blog=1122385&amp;post=373&amp;subd=vidassonoras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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