Pela beleza real

Uma das coisas mais geniais que já saiu nas páginas das revistas femininas em todos os tempos foi uma campanha que a Nova acabou de lançar. “Eu Tenho Celulite” é estrelada por várias famosas que posaram para fotos (sem mostrar as imperfeições, diga-se de passagem) e assumiram que são vítimas dos furinhos indesejados. Admitem, assim, a amizade com o Photoshop nos ensaios com pouca roupa dos quais participam. Belezinhas como Samara Felippo e Fernanda Souza aparecem nas fotos da campanha. Outras musas como Juliana Paes, Ellen Roche, Patrícia Maldonado e Ísis Valverde (saudade eterna da Rakelli…) declararam que fazem uma luta permanente contra a celulite.

 

Acho isso tudo fora de série porque sempre fui um defensor dos padrões de beleza imperfeitos. Em se tratando de mulheres, a perfeição é irreal, utópica e, de certa forma, intimidadora. Corpos esculturais fazem com que qualquer homem que não seja sarado se sinta um perdedor. Não é só o velho papo de “essa gostosa é areia demais pro meu caminhão”. E sim, uma questão de compatibilidade de estilos de vida. Quando estou livre, em vez de fazer atividades físicas, prefiro priorizar boas horas de sono e algumas modalidades de lazer mais compatíveis com cardíacos em potencial.

 

Para mim, uma mulher bonita de verdade precisa ser verossímil. Seios desenhados no compasso, barrigas projetadas no Autocad, bundas bem pavimentadas e sem uma celulitezinha sequer… Tudo isso é fantasia de revista. Charme é algo que transcende os quilinhos a mais e as medidas fora dos padrões das academias. Aliás, são coisas como a barriguinha e os braços massudos que deixam a beleza de uma mulher mais humanizada.

 

E para não ser injusto, citando apenas as carnudinhas como exemplo de beleza mais humana, lembro de outra campanha publicitária espetacular. Era dos sabonetes Dove e tinha uma série de vídeos, anúncios em revistas e etc. Um dos spots de TV era sobre um “Verão Sem Vergonha” e mostrava mulheres de todos os tipos: magrelas, gordinhas, com peitos grandes e pequenos, com quadris largos, branquelas, negras, com cabelos lisos e cacheados… Todas curtindo um biquíni sem o menor pudor. Acho que as mulheres deveriam tomar essas campanhas como lições, deixar as encanações de lado e perceber que nós, homens, não deixamos de admirá-las por causa de um ou outro suposto defeito. Não procuramos máquinas. E sim seres de carne e osso que possam nos enfeitiçar à sua maneira.  

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13 pensamentos sobre “Pela beleza real

  1. é isso, léo!
    eu tô mt bem com meus quilinhos a mais… hihihi e confesso que só vou entrar no boxe pela minha saúde… kkkkkkkkk!!!

  2. Traduzindo literalmente o que o pessoal fala lá nas américa de cima, não poderia concordar mais contigo. Antes uma Dani Calabresa do que uma Jennifer Lopez de plástico.

  3. Aí que fantástico, Leonardo!
    Passeando nos blogs de amigos, cheguei ao teu e aproveito o ensejo para parabenizá-lo pela feliz idéia do post.
    Não só ser mulher, mas ser humano é estar fadado a imperfeição e nós mulheres não somos (des)humanas.
    Pobres dos que julgam pela aparência…
    Muito bom ter passado por aqui!
    Felicitações sinceras pelo espaço…
    Abraços, Flávia Lago.

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