As maiores humilhações do seu time – parte 2

TOP 10 HUMILHAÇÕES DO PAYSANDU

 

10 – Paysandu 0x1 São Raimundo (2001)

 

O futebol paraense estava engasgado em 2001. Já eram quatro edições da nova Copa Norte sem que Remo, Paysandu ou Tuna conquistassem o título. Enquanto isso, começava-se a construir uma hegemonia do São Raimundo, de Manaus, na região. Comandado pelo técnico Aderbal Lana, o Tufão da Colina venceu a Copa em 99 e 2000. E decidiu o tri contra o Paysandu, o melhor time do Pará na época, disparado. O Papão venceu o jogo de ida por 1×0 em Belém. Na volta, em Manaus, conseguiu segurar a duras penas o empate em 0x0 que lhe daria o caneco inédito. Até que nos acréscimos do segundo tempo, depois de uma cobrança de falta, o goleiro Júlio César deu um rebote na pequena área para Alberto marcar o gol do tri do São Raimundo. A imagem mais marcante do jogo não é a festa da torcida amazonense, e sim o choro do zagueiro Gino, capitão do Paysandu, pela perda da Copa.

 

 

9 – Paysandu 3×4 Caxias (2001)

 

Perder de virada por 2×1 já é duro. Mas imagine o quanto é pior ver o adversário reverter um placar que estava 3×0… Isso aconteceu com o Paysandu no quadrangular decisivo da série B em 2001. Jogando fora de casa, o Papão sapecou 3×0 no Caxias logo no primeiro tempo. O ex-jogador Zenon, que comentava o jogo na transmissão do Sportv, disse que uma reação dos gaúchos seria improvável, para não dizer impossível. Queimou a língua. O time grená fez uma virada à la Vasco na Copa Mercosul em 2000. E o Papão, que poderia voltar do Sul com o acesso à série A praticamente garantido, teve que engolir esse vexame histórico. Pelo menos, no jogo seguinte, o Paysandu venceu o Avaí por 4×0 em Belém e faturou o bicampeonato da Segundona.

 

8 – Paysandu 0x7 São Paulo (2004)

 

A maior goleada que o Papão já levou em campeonatos brasileiros da série A já é vexame suficiente para entrar na lista. Por mais que tenha sido diante de um Morumbi quase vazio (menos de 3 mil torcedores) num jogo que não influenciou muito na vida de nenhum dos dois naquela temporada. Grafite e Cicinho marcaram duas vezes cada um. Nildo, Jean Carlos e Souza completaram o show tricolor. Pode ter sido uma vingança pessoal do técnico Emerson Leão, que dois anos antes tomou spray de pimenta na cara num jogo pelo Santos em Belém. O Papão ainda perdeu vários jogos de goleada naquele ano (4×1 para o Vitória, 3×0 para o São Caetano e para a Ponte Preta), trocou de técnico (Adílson Batista por Vágner Benazzi) e, ainda assim, conseguiu se livrar do rebaixamento na penúltima rodada e terminar em 14º lugar entre 24 clubes.

 

 

7 – Paysandu 0x2 Remo (2004)

 

Para quem acha que uma derrota de 2×0 num clássico não deveria ser considerada uma humilhação, é preciso contextualizar. No campeonato paraense de 2004, o Remo saiu ganhando com um pé nas costas. Faturou o primeiro turno com uma campanha quase cabalística: sete vitórias em sete jogos e sete pontos a mais que o Paysandu, o segundo colocado. No segundo turno, o Papão melhorou e acabou fazendo com que a disputa ficasse cabeça a cabeça. Nas seis primeiras rodadas, a dupla Re-Pa venceu. Na última, os clubes se enfrentaram numa disputa direta do título do turno. Para o Remo, uma vitória significaria a comemoração antecipada do bicampeonato estadual. O Leão tinha a vantagem do empate. A partida foi jogada debaixo de uma chuva danada, mas mesmo assim foi emocionante. O zero não saiu do placar até o segundo tempo, quando a situação parecia começar a se definir para o Paysandu. O goleiro bicolor Paulo Musse defendeu um pênalti cobrado por Gian e o zagueiro remista Irituia foi expulso. Mas aos 40 minutos, começou a derrocada. Gian fez Remo 1×0. Rodrigo marcou o segundo aos 45. E o que poderia ser apenas mais um clássico comum virou humilhação, já que o Paysandu viu o rival comemorar um inédito título estadual com 100% de aproveitamento.

 

 

6 – Paysandu 0x4 Remo (1996)

 

Entre 1993 e 1997, o Paysandu passou 33 jogos sem ganhar um Re-Pa. O tabu é comemorado como um título até hoje pela torcida remista. Afinal de contas, nesses quase cinco anos de jejum, clássico foi sinônimo de sofrimento para os bicolores. Dois jogos em especial são os mais representativos entre os 33 e vão ser incluídos nesta lista. Um deles aconteceu na tarde de 31 de março de 1996. Nunca se viu uma superioridade tão absoluta de uma equipe na história recente do Re-Pa. No primeiro tempo, dois gols do baixinho e barrigudinho Ageu Sabiá. No segundo, outros dois de Rogério Belém, que era a maior revelação do futebol paraense na época. Para aumentar o vexame, o Papão ainda perdeu um pênalti no finalzinho da partida, logo quando resolveu encrespar para cima do Remo e tentar diminuir a desvantagem. Não deu. Foi o 26º jogo do tabu.

 

 

5 – Paysandu 0x4 Tuna (1997)

 

Durante quatro temporadas nos anos 90, o Pará teve três representantes no campeonato brasileiro da série B: Remo, Paysandu e Tuna. Nessa época, era batata: um dos três clubes fazia uma campanha decepcionante, outro tinha um desempenho mais ou menos e outro chegava bem perto da briga pelo acesso. Em 97, o Remo foi uma draga e caiu na primeira fase, livrando-se do rebaixamento para a série C apenas na última rodada. Paysandu e Tuna seguiram na competição e se cruzaram logo na segunda fase, que era disputada num esdrúxulo playoff de três jogos. O Papão venceu o primeiro por 2×1. O segundo terminou empatado em 0x0. Bastava um empate no terceiro para garantir a classificação para a fase seguinte da Segundona. Mas o Paysandu conseguiu levar uma goleada da Tuna: 4×0. Vexame pelo placar e pelo fato de a torcida bicolor ter sido obrigada a assistir um clube conterrâneo mais fraco e com menos torcida prosseguir na competição.

 

4 – Paysandu 0x1 Bragantino (1999)

 

O campeonato brasileiro da série B de 99 foi desastroso para os clubes paraenses. Quando a última rodada da fase de classificação começou, Remo, Paysandu e Tuna tinham chance de cair para a Terceirona. O Papão tinha as condições mais favoráveis de escapar. Jogava em casa contra o Bragantino, enquanto Remo e Tuna enfrentavam longe de Belém o CRB e o Goiás, respectivamente. A Lusa tomou uma goleada de 5×1. O Remo venceu heroicamente por 2×1. O Papão, no Mangueirão lotado, empacou. O inesquecível atacante Auecione perdeu um pênalti. E o Braga, que já estava livre da degola, ganhou de 1×0 com um gol de Sandro Gaúcho. O Papão voltaria à terceirona depois de 10 anos, enquanto o rival Remo permaneceria soberano na série B. Mas, graças à polêmica envolvendo o atacante Sandro Hiroshi, o Brasileirão do ano seguinte foi transformado em Copa João Havelange e os rebaixamentos foram suspensos. A queda do Papão para a terceirona acabaria se concretizando em 2006, depois de algumas temporadas de bonança.

 

3 – Paysandu 1×3 Remo (1997)

 

Qualquer torcida considera inaceitável perder um clássico. Dependendo das circunstâncias em que essa derrota acontece, é melhor que técnico e jogadores sumam por alguns dias pelo bem das próprias vidas. Este poderia ter sido um conselho seguido pelos bicolores depois do dia 13 de abril de 1997. O tabu do Remo em Re-Pas já havia chegado a 32 jogos sem derrota, mas desta vez o Leão chegou ao clássico razoavelmente desestruturado. Tinha acabado de demitir o treinador Cassiá e não havia um substituto a caminho. A solução foi dar a responsabilidade de técnicos aos dois jogadores mais experientes do time: o zagueiro Belterra e o volante Agnaldo. Em campo, o Papão aproveitou o abalo e saiu na frente. Mas, no segundo tempo, os atletas/comandantes resolveram ousar. Colocaram dois atacantes que estavam no banco de reservas e jogaram tudo para pelo menos manter o tabu. E conseguiram. Viraram o jogo para 3×1. Os bicolores deixaram o campo com a sensação de que a escrita remista nunca terminaria. Mas a primeira vitória do Paysandu em Re-Pas depois de quase cinco anos aconteceria no clássico seguinte.

 

2 – Paysandu 0x2 Araguaína (2007)

 

Em 2007, o Paysandu estava quase nos momentos finais de sua descida vertiginosa rumo aos momentos mais vergonhosos de sua história. Como se dois rebaixamentos seguidos no campeonato brasileiro não fossem vexames suficientes, o Papão afundou ainda mais. Na série C, um grupo que tinha Ananindeua, Araguaína (TO) e Imperatriz (MA) parecia fácil demais para o clube que havia vencido o Boca Juniors quatro anos antes. O problema é que se na Bombonera em 2003 o Papão tinha Vélber, Iarley e Robgol, a versão 2007 tinha André Conceição, Itaparica e Laércio. Nas quatro primeiras rodadas, o Paysandu perdeu um jogo para cada adversário e só conseguiu um empate contra o Ananindeua. Ainda assim, havia chances matemáticas de se manter na Terceirona. Possibilidades aumentadas pelo fato de os dois últimos jogos serem em casa. E assim o Papão entrou em campo no dia 29 de julho de 2007 para enfrentar o Araguaína. O Paysandu foi melhor durante o primeiro tempo e também teve boas chances no início do segundo. Mas aos 19 minutos, depois que a zaga bicolor fez uma lambança digna dos Trapalhões, o atacante Paraguaio abriu o placar para o Araguaína. Aos 46, Leandro César fez um golaço de cobertura que fechou o caixão. Na despedida da série C, uma semana depois, o Paysandu ainda perderia novamente para o Imperatriz: 1×0. A campanha encerraria com apenas um ponto marcado em seis jogos e um nada honroso 62º lugar geral entre 64 clubes.

 

Veja como foi a despedida da série C contra o Imperatriz, uma semana depois da eliminação.

 

1 – Paysandu 0x9 Paulista (2006)

 

Humilhação maior que a número 2 desta lista, só mesmo uma combinação entre rebaixamento e goleada. E esse vexame campeão já havia acontecido um ano antes. Na série B de 2006, o Papão fez uma campanha bem estranha. Quando o campeonato foi interrompido durante a Copa do Mundo, o clube estava em quarto lugar, na zona de acesso à primeira divisão. Mas despencou ladeira abaixo no segundo turno. Passou sete jogos sem vencer justamente no sprint final do campeonato. O sétimo jogo desse jejum foi a inacreditável goleada de 9×0 sofrida para o Paulista no estádio Jaime Cintra no dia 18 de novembro de 2006. Contra números não há argumentos. Nove gols não dão margem a qualquer argumento que diga que o time foi bravo e ofereceu alguma resistência. Só o atacante Jaílson marcou cinco vezes e carimbou uma transferência para o Corinthians no ano seguinte. Humilhados, muitos jogadores do Paysandu (como o meio-campo Têti) nem voltaram para Belém. O goleiro Márcio sofreu ameaças em Belém. A goleada fez o Papão entrar pela primeira vez na zona de rebaixamento. E foi para não sair mais. Nem a vitória por 4×2 sobre o Marília na rodada de despedida salvou o clube da degola.

 

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2 pensamentos sobre “As maiores humilhações do seu time – parte 2

  1. Sensacional… digno do ideias que eu não tive [ideiasqueeunaotive.wordpress.com]… ainda nem li o Parte I mas já linkei você nos meus favoritos.

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