Por uma distribuição mais igualitária das groupies

Groupie, substantivo feminino originado na língua inglesa e usado livremente em português, especialmente no métier do rock and roll. Palavra aplicada para definir as mocinhas que não hesitam em escancarar o seu fascínio por integrantes de bandas. Essa atração inexplicável provavelmente existe muito antes de Les Paul inventar a guitarra elétrica e se consolida independentemente do visual de quem segura o instrumento. Estar num grupo de róque é um embelezador mais eficiente do que qualquer cirurgia plástica ou tratamento estético.

O problema é que nem todo mundo tem talento para tocar, cantar ou compor refrões para ecoar em estádios lotados. Além do mais, quase ninguém fica bem usando calças apertadinhas de couro. No entanto, é tempo de democratização no acesso a tudo: de comida a passagens aéreas, de telefone celular ao ensino superior. Sendo assim, por que não democratizar o acesso às groupies? É de bom grado. Pensando nisso, Vidas Sonoras elaborou algumas sugestões de profissões que poderiam ser beneficiadas pelo Bolsa Groupie assim que o programa for criado.

 

Cobradores de ônibus – há mulheres que gostam de homens de uniforme. E há outras que veem no jeito bronco de ser uma prova de masculinidade e virilidade. Assim, os cobradores de ônibus podem funcionar como um “pague um, leve dois” das fantasias femininas. Quase sempre rudes, com a barba por fazer e com dois botões abertos na camisa da empresa, eles são tão candidatos à tietagem quanto caminhoneiros e lenhadores.

Físicos – ser nerd está na moda. Mas esqueça aquele estereótipo da camisa xadrez pra dentro da calça e várias canetas no bolso. O novo nerd usa camisetas descoladas com referências a quadrinhos e videogames e já não mais entedia as garotinhas com suas conversas sobre o efeito Doppler. Assim como Leonard Hofstadter e Sheldon Cooper, protagonistas de The Big Bang Theory, têm suas fãs, os físicos que estão fora da televisão também poderiam ter suas cotas de groupies. E se o Leonard faturou a Penny no seriado, por que você, recém-formado pela UFPA, não pode conseguir uma bela loira?

Aplicadores de insulfilm – é uma carreira de baixa qualificação, mas que merece enorme respeito. Vá tentar colocar películas nos vidros do seu carro sozinho pra ver como é difícil! E é graças a esses profissionais que você, motorista, tem conforto nos dias de sol e privacidade quando quer dar uns amassos dentro do carro em locais públicos. Também merecem uma cota de groupiagem pelos bons serviços prestados.

Roadies – esses sim são uns injustiçados. Carregam peso, correm de um lado para o outro, se arriscam a pegar choques ou a cair de grandes alturas. Tudo para fazer com que seus patrões rockstars não tenham problema nenhum na hora de tocar. O pior é que com todo esse esforço, os caras não ganham uma olhadinha das groupies. Os troféus vão todos para os músicos, esses folgados que não suam uma gota antes do show. Portanto, o benefício do Bolsa Groupie para os roadies é direito adquirido, é questão de justiça.

PS: Para quem se interessa pelo assunto, vale conferir o reality show Rock Of Love With Bret Michaels, que passa na VH1. Um bom par de gostosas sem nada na cabeça disputa provas hilárias para decidir quem será a groupie oficial do ex-vocalista do Poison. Já teve hóquei no gelo, rugby na lama e otras cositas más. Aqui segue um aperitivo da segunda temporada:

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5 pensamentos sobre “Por uma distribuição mais igualitária das groupies

  1. Aplicador de película é de fato uma profissão ingrata. O trabalho é chato, demanda certa precisão e os caras dificilmente recebem alguma glória ou reconhecimento. No máximo um “valeu chefe” – e de cliente macho. Abs!

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