Paul McCartney em pílulas

Pra quem comprou ingresso de pobre, a foto que se salva é a do telão

– Fãs babacas existem em qualquer horda de seguidores na música pop. Na fila a caminho do Monumental de Nuñez, um portenho anônimo vestia um terninho igual ao que os Beatles usaram no famoso show do Holywood Bowl, com “pescoço” arredondado e um acabamento meio militar nos ombros. Mandou fazer no alfaiate, presumo. E depois falam mal da família Restart.

 

– Um show protocolar de alguém como Paul está a galáxias de distância de um show supostamente fantástico de uma bandinha recente. Enquanto os ídolos indie contemporâneos se esforçam (ou nem isso) para preencher pouco mais de uma hora de setlist, Paul toca quase 3 horas e ainda deixa uma sensação de que faltou música. E por mais que os repertórios de uma grande turnê sejam praticamente iguais entre uma apresentação e outra, e por mais que pirotecnia e super telões sejam clichês, quem vê um show desses apenas uma vez se surpreende do mesmo jeito.

 

– Um casal que estava perto de mim ganhou o troféu de interpretação inapropriada. Eles começaram a dançar coladinhos e amorosos quando tocou “Yesterday”. Tudo bem, talvez seja a música favorita dos dois, mas me pareceu estranho uma música sobre separação e remorso inspirar um abraço tão afetuoso do nada. Pior que isso, só quem acredita que “Bohemian Rhapsody” é uma canção de amor só porque tem aquela parte lentinha.

 

– Apesar de ser um megashow, Paul toca com uma banda enxuta: apenas outros quatro integrantes. O baterista Abe Laboriel Jr é a figuraça do grupo. Gordo, com cara de ogro, é muito carismático além de ser um excelente músico. Faz graça no meio das músicas, faz malabarismo com as baquetas, canta e até surpreende ao vir para a frente do palco fazer backing vocals em uma música (“Eleanor Rigby”, se não me engano). Pesquisando um pouco mais sobre ele, descobri que Laboriel Jr já tocou com artistas tão heterogêneos quanto Lady Gaga e Eric Clapton.

 

– Pessoal começou a falar com um certo incômodo sobre as seis áreas VIP no show do Paul em Buenos Aires. Isso é algo comum em shows no estádio do River Plate desde que houve uma ordem (não lembro se da justiça ou do governo da capital argentina) para que todos os shows no Monumental fossem com o público sentado. A medida é motivada pela trepidação que o pogo e suas variantes menos intensas provocam na zona residencial de Nuñez, que circunda o estádio.

 

– Faltou “Maybe I´m Amazed”, cacete!

Anúncios

4 pensamentos sobre “Paul McCartney em pílulas

  1. Meu primeiro beijo com o Rapha foi ao som de Citizen Erased do Muse, e por isso eu me derreto toda quando ouço, apesar da letra da música. Memória afetiva explica a pílula nº. 03, Leo.

    Beijos.

  2. eu não tinha comentado aqui, irmão. na verdade digitei peñarol no google e me direcionou pro teu blog. por sinal, mto bacana a matéria sobre o paysandu e peñarol, ainda não tinha lido. mas ok, quanto ao post acima, segue:

    – sim, fãs malas existe em qualquer banda, quanto mais com um ex beatle? vi cada aberração que me fez sentir normal.
    – eu vi dois e saí querendo mais.
    – o paul é meu maior ídolo mas eu odeio yesterday. dá pra entender?
    – o abe é um dos meus top 5 bateras do mundo, mas ok ele ja foi batera apoio do (!) hanson.
    – área vip em buenos aires tava the eyes of the face, tá louco.
    – sim, faltou maybe I’m amazed, que era obrigatório. mas ok, em maio tem mais.
    beijos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s