Cinco rosarinos ilustres

Roberto Fontanarrosa

Entre os principais nomes da literatura argentina, Fontanarrosa é o que mais escapa da escola de prosa poética e narrativas fantásticas de Borges, Cortázar e Bioy Casares. “El Negro” se apegou mais ao humor, seja nas crônicas, nos contos ou em seus três romances. Fontanarrosa também era cartunista e criou personagens geniais como o gaucho Inodoro Pereyra e o assassino de aluguel Boogie, El Aceitoso. Grande parte da obra de Fontanarrosa (tanto nas letras quanto no humor gráfico) foi dedicada à maior paixão do escritor: o futebol. Torcedor fanático do Rosario Central, ele escreveu dezenas de contos sobre o esporte, além de um livro de cartuns dedicados ao tema (“El Fútbol Es Sagrado”). Rosario é devotada a Fontanarrosa. Eventos literários são dedicados a ele, há muros pintados com a imagem dele vestindo a camisa do Central e o bar que ele costumava frequentar (chamado El Cairo) é um dos mais movimentados da cidade. É uma espécie de versão rosarina do Café Tortoni. A recíproca era verdadeira, como Fontanarrosa deixou claro ao falar no Congresso da Língua Espanhola em 2004. “Rosario tem belas mulheres e bom futebol. O que mais pode ambicionar um intelectual?”

Site oficial: http://www.negrofontanarrosa.com

 

Lionel Messi

O craque do Barcelona e da seleção argentina tem muito menos identificação com a cidade que El Negro Fontanarrosa. Messi deixou Rosario rumo à Espanha ainda criança, aos 12 anos. Ele chegou a jogar nas divisões de base do Newell´s Old Boys, mas, como o clube rosarino não topou bancar um tratamento para normalizar o crescimento do garoto, os pais o levaram à Europa. Hoje em dia, Messi raramente vem à sua cidade natal. Mas comenta-se que ele tem pelo menos dois apartamentos no edifício Aqualina, um dos mais luxuosos da cidade, a poucos metros do Monumento à Bandeira e da orla do rio Paraná. O restante da família Messi segue toda vivendo em Rosario. O pai, Jorge, é sócio de um restaurante numa área nobre da cidade.

Neste vídeo, há algumas imagens de Messi ainda niño jogando no Newell´s. O craque garante que o Rojinegr ainda é o clube do coração dele.

 

Che Guevara

Um dos maiores ícones pop do século 20 nasceu numa casa na rua Entre Ríos, entre San Lorenzo e Urquiza, no centro de Rosario. O local hoje abriga a sucursal de uma empresa de seguros e, apesar da importância do personagem cujo nascimento abrigou, não tem nada além de uma pequena placa na calçada em frente: Casa Natal Che Guevara. Na verdade, Che não teve muito tempo para gerar uma relação mais próxima com a cidade. Quando o garoto tinha 4 anos de idade, a família inteira se mudou para Córdoba. Na casa onde a família morou a partir de então, funciona hoje o museu dedicado ao mito. Em Rosario, além da plaquinha que pode nem ser vista pelos mais distraídos, há outras duas menções ao amigo do Fidel: um mural na Plaza de la Cooperación (na esquina das ruas Mitre e Tucumán) e uma estátua na Plaza Che Guevara (no parque Hipólito Yrigoyen). Dizem que Che era torcedor do Rosario Central e, por isso, a imagem dele com a camisa amarela e azul é bastante utilizada em pinturas de muros e adesivos.

 

Antonio Berni

Um dos maiores pintores argentinos é de Rosario. Filho de um italiano e de uma argentina descendente de italianos, Berni nasceu em uma casa na rua España, entre Salta e Catamarca. Começou a carreira com influências do surrealismo, mas se destacou com o chamado realismo social, pintando sobre ditaduras, decadência urbana e guerras civis, entre outros temas. Alguns trabalhos dele podem ser vistos em museus a céu aberto em Rosario e também na cúpula do shopping Galerias Pacífico, em Buenos Aires, onde ele pintou alguns afrescos. As obras de Berni rodam o mundo em exposições concorridas. Algumas delas estão expostas até fevereiro em Málaga, na Espanha, numa mostra organizada pela Fundação Pablo Picasso.

Luciana Aymar

A melhor jogadora de hóquei da história. Em 2010, foi eleita a melhor do mundo pela sétima vez, uma marca possivelmente inédita em outras modalidades. Foi o fechamento perfeito para uma temporada em que Lucha ajudou a Argentina a ser campeã mundial pela segunda vez. Aliás, o Mundial deste ano foi disputado em Rosario muito em função de ser a cidade natal da chamada “Maradona do hóquei”. Luciana é de uma família de classe média e cresceu no bairro de Fisherton, uma espécie de subúrbio de estilo inglês no noroeste de Rosario.  Apesar de ter dito há pouco tempo que bastava a conquista do bi mundial para se aposentar (hoje tem 33 anos), agora Lucha quer continuar na seleção até as Olimpíadas de Londres em 2012 e tentar conquistar o único título que falta para a Argentina na modalidade.

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2 pensamentos sobre “Cinco rosarinos ilustres

  1. Bacana! Sem eu pessoalmente ser um grande fã, também podemos mencionar a Fito Paez (“Cerca, Rosario siempre estuvo cerca!”)

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